O ADCC é o campeonato mais disputado do grappling mundial. Em 2026, realizado em Cracóvia nos dias 12 e 13 de setembro, três mulheres subiram ao topo do pódio. Cada uma escrevendo uma página diferente na história do evento.

Até 55kg · Jasmine Rocha

Primeira aparição na final do ADCC, primeiro título. Na prorrogação contra Ana Rodrigues, Jasmine chegou a defender uma guilhotina e, a partir dali, virou o jogo até finalizar com um mata-leão. Na edição anterior, havia ficado com o bronze.

🥇 Jasmine Rocha · 🥈 Ana Rodrigues · 🥉 Ana Mayordomo

Até 65kg · Ana Carolina Vieira

Vieira defendeu o título que já era dela. Numa luta duríssima contra Sarah Galvão, chegou a defender um armlock no tempo regular e só resolveu o combate na segunda prorrogação, com um mata-leão. A categoria até 65kg existe desde 2024 — é a mais nova do ADCC feminino. Foi disputada apenas duas vezes até hoje, e Vieira se torna bicampeã.

🥇 Ana Carolina Vieira · 🥈 Sarah Galvão · 🥉 Joslyn Molina

Acima de 65kg · Helena Crevar

Aos 19 anos, Helena se tornou a campeã mais jovem da história do ADCC feminino. Subiu de peso para competir acima de 65kg pela primeira vez e finalizou todas as suas lutas do campeonato, incluindo a decisão contra Anabel Lopez com um estrangulamento pelas costas.

🥇 Helena Crevar · 🥈 Anabel Lopez · 🥉 Paige Ivette Clymer

Absoluto

Em 2024, o ADCC teve pela primeira vez desde 2007 uma divisão de peso aberto (o absoluto) para as mulheres. Mas, em 2026, a categoria foi retirada do calendário.

Após defender seu título — segundo consecutivo, 2024 e 2026 — Ana Carolina Vieira se posicionou publicamente e fez um apelo direto, ainda com o microfone na mão:

"Vamos adicionar o absoluto. Vamos colocar o absoluto feminino e talvez eu volte na próxima edição. As mulheres precisam de mais espaço. Nós merecemos isso."

E como não se sentir assim? Atletas mulheres treinam com a mesma intensidade, sacrificam o mesmo tanto e contribuem de forma significativa para o crescimento do esporte. O reconhecimento deveria acompanhar isso.

O ponto não é pedir uma categoria a mais como concessão. É que o nível técnico já está lá desde sempre, comprovado, luta após luta, edição após edição. A pergunta que fica não é se as mulheres merecem competir no absoluto. É por que essa pergunta ainda precisa ser feita.

Quando o absoluto feminino volta a ser pergunta que não precisa mais ser feita?

Athenize.

Torne-se.